PATROCÍNIO SALESOLUTIONANO III - Nº 012 - JANEIRO DE 2009
SALA C

International Paper cria área de inteligência estratégica de vendas

Prestes a colocar em funcionamento uma nova fábrica em Três Lagoas (MS), que custou US$ 300 milhões e que elevará sua produção para um milhão de toneladas no início de 2009, a International Paper (IP) realizou uma reorganização completa de sua área comercial no País. Líder mundial na fabricação de papéis de imprimir e escrever – com as marcas Chamex no Brasil e Hammermill nos EUA – a norte-americana totaliza vendas anuais da ordem de US$ 22 bilhões. Como a base produtiva instalada para abastecimento de toda a América Latina, a subsidiária brasileira já responde hoje por cerca de 5% do faturamento da companhia e exporta 50% de tudo que é produzido para a região. Por isso, decidiu criar uma área de inteligência estratégica de mercado para ações comerciais mais efetivas e, assim, manter um crescimento estimado em 4% para 2009, independente de crise.
O foco do trabalho é ter uma área de vendas mais analítica, tanto para as atividades comerciais como para pesquisas de mercado, segundo o diretor Comercial da IP, Nilson Cardoso (foto). “Queremos que eles entendam melhor o negócio do cliente para poder fazer propostas de maior valor agregado e de acordo com a necessidade de cada um”, explica.
Além da reorganização da área comercial, a IP também separou as vendas chamadas “in company”, feitas entre as subsidiárias, daquelas feitas para terceiros. Com isso, essas
trocas deixam de ser contabilizadas no mesmo pacote de vendas, que agora poderá ter uma visão totalmente focada no mercado. Houve também um remanejamento de pessoal, acrescentando mais seis pessoas à equipe. 
Toda essa inteligência  comercial estará também olhando as oportunidades de negócios na América Latina, uma vez que metade da produção deverá seguir para o mercado regional. “Com o início das operações de Três Lagoas esse percentual de exportação pode aumentar”, acrescenta Cardoso.
Todos os vendedores passaram por treinamentos técnicos e cursos de atualização para se especializarem cada vez mais. “Mas devem manter as visitas aos clientes para não perder o contato com a realidade”, acrescenta o executivo. 
De acordo com o presidente da IP, Maximo Pacheco, a conclusão de Três Lagoas, o início das operações com a nova máquina (que deve acrescentar no primeiro ano 140 mil toneladas à produção e depois chegar a 200 mil toneladas) e a reorganização comercial dará a estrutura necessária para a companhia entrar com mais força em novos mercados em toda a região. “2009 será um ano difícil, mas estamos preparados para enfrentar os problemas”, diz Pacheco.
No último ano, a IP concluiu a integração da fábrica de Luiz Antonio, após a troca de ativos com a Votorantim Papel e Celulose (VCP), em sua base, crescendo cerca de 12%. Para 2009, a estimativa é ficar em torno de 4%. A unidade de Três

Lagoas entrará em funcionamento no primeiro trimestre de 2009.
A reformulação comercial incluiu a capacitação de cerca de dois mil profissionais de vendas dos principais distribuidores de papel da IP em todo o País. O treinamento explora as diferenças e vantagens de cada tipo de papel da linha Chamex e informações sobre a sustentabilidade do  processo de fabricação do produto, feito a partir de florestas 100% plantadas e renováveis, certificadas pelo Cerflor/Inmetro e homologadas pelo PEFC (Program for Endorsement on Forestry Certification), organização internacional que congrega sistemas de certificações florestais em todo o mundo. Os profissionais de venda recebem também dicas de armazenamento e merchandising.
Fundada em 1898 nos EUA, a IP tem uma atuação global e fábricas na América do Norte, Europa, Rússia, América Latina e Ásia. Seus negócios com papéis e embalagens são complementados pela Xpedx, a maior distribuidora de papéis para impressão, suprimentos e equipamentos gráficos da América do Norte.
Há alguns anos, a empresa

definiu o Brasil como uma plataforma estratégica, assim como outros países emergentes,  casos de China e Rússia.  Entre os principais motivos estão as vantagens competitivas do País para produção de celulose, matéria-prima essencial, e também pelo mercado regional que continua crescendo. Atualmente, a América Latina vem melhorando sua renda, ampliando a educação básica, o que eleva o consumo natural de papéis, através de livros e cadernos. Além disso, a região vive um fenômeno de ampliação da penetração dos computadores nos lares e escritórios, o que potencializa ainda mais a demanda. Com uma população estimada em mais de 500 milhões de pessoas em toda América Latina, a empresa centenária acredita que não há crise que tire o dinamismo desse mercado. “Pode até haver uma crise, mas os filhos destas pessoas continuarão indo às escolas”, diz Pacheco, acrescentando que um produto que nasceu há cinco mil anos e continua sendo o mesmo ainda vai continuar fazendo parte da vida moderna.