PATROCÍNIO SALESOLUTIONANO I - Nº 002 - JULHO DE 2007
ACONTECE

RH estratégico pode tornar-se realidade nas empresas?

Muito se fala no mundo corporativo em tornar a área de Recursos Humanos (RH) cada vez mais estratégica. Mas poucas empresas conseguem colocar esse conceito em prática. Visto como um setor responsável por cuidar de pessoas, atraindo talentos, retendo e treinando profissionais, são raros os exemplos de RH realmente estratégico. Para alcançar esse perfil, o RH precisa estar envolvido com o objetivo de negócios da empresa. Esta é a opinião de Eduardo Larangeira Jácome (foto), criador da People & Business Solutions e atual diretor geral de Organização da Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), holding que reúne empresas como TVJB, Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil e a Editora Peixes, que publica  revistas como a Forbes, Gula, Speak Up, Brasil Digital, Casa Brasil e Brasillog.
"É comum perguntar aos profissionais de RH o que é feito para ajudar a empresa a atingir seus objetivos e eles afirmarem que trabalham atraindo os melhores talentos, realizando programas de  treinamentos,
mantendo planos de cargos e salários e cuidando do clima organizacional. Não mencionam que precisam conhecer profundamente as estratégias de cada área de negócios e saber como andam suas metas e resultados. Ou seja, poucos se lembram de alinhar suas ações às das áreas de negócios", explica Eduardo.
Para evitar esse distanciamento, de acordo com o executivo, o RH deve se envolver desde o planejamento estratégico da companhia até o acompanhamento de cada resultado. Dessa forma, se uma empresa está elaborando uma estratégia de crescimento para os próximos cinco anos, os profissionais de Recursos Humanos saberão apoiar as diversas áreas criando um planejamento estratégico alinhado com os desafios das organizações.
Em sua opinião, também é fundamental que haja mudança nos critérios de avaliação do RH, para que ele torne-se

realmente estratégico. Segundo Eduardo, as análises e recompensas devem ser baseadas nos resultados de receita, satisfação de clientes, market share, qualidade, etc.
No caso de vendas, afirma, o RH pode e deve afetar diretamente a melhoria dos resultados. Para isso, é importante conhecer e entender como as vendas são conduzidas. Se, de  fato, elas são realizadas com base num processo permeado por toda a organização. Não simplesmente em habilidades comportamentais em que se destacam os que "têm mais jogo de cintura" ou aqueles "mais

carismáticos".
A mudança de postura do RH, conforme o executivo, depende dos seus próprios profissionais. "Eles precisam sair em busca de novos desafios e assumir novos papéis dentro da empresa", diz. Uma sugestão, segundo ele, é englobar numa mesma organização o Planejamento Estratégico, Gestão Empresarial (na qual também ficariam as áreas de Processos e Qualidade), Recursos Humanos, Tecnologia e Administração. "É assim que nos organizamos na CBM e acreditamos que podemos contribuir efetivamente para transformá-la num dos maiores grupos de mídia do Brasil", finaliza.